A VIDA NÃO TEM SENTIDO — E O CAIXÃO SABE DISSO
Nasce, trabalha, reza, morre — e o verme não pergunta se você foi bom.
Nasce, trabalha, reza, morre — e o verme não pergunta se você foi bom.
A pergunta que ninguém gosta de responder voltou a assombrar: pra que viver direito se no fim todo mundo vira pó? Entre regras sociais, religião, moral e medo da morte, a vida segue fedendo dúvida. E ninguém sai ileso.
Nascer é um acidente biológico. Viver é improviso. Morrer é a única certeza que nunca falha. Mesmo assim, o ser humano insiste em fingir que existe um “plano maior”, um sentido oculto, um prêmio depois da cova. Spoiler: o caixão não confirma nada.
Ser “uma boa pessoa” virou moeda social. Seguir regra, sorrir no trabalho, fingir empatia. Tudo isso porque a ideia de que assassino e santo apodrecem igual dá náusea. É mais fácil inventar céu, inferno e karma do que encarar o vazio sem anestesia.
Alguns pensam no coletivo, no amanhã, na espécie. Usam inteligência e poder pra reduzir sofrimento no longo prazo. Outros só defendem o próprio umbigo, o cargo, o status, o conforto imediato. Não são vilões de filme — são pessoas comuns, funcionando perfeitamente dentro de um sistema doente.
Religiões até podem ter nascido desse impulso coletivo: organizar o caos, reduzir a barbárie, criar algum freio moral. Mas as igrejas? Essas aprenderam rápido que culpa rende mais que consciência. Fé vira produto. Deus vira gerente. O fiel vira massa.
Nem todo religioso é mau. Nem todo ladrão é monstro. A maioria só quer sobreviver sem enlouquecer. Rouba, reza, mente, trabalha. Tudo misturado. Moral pura é luxo de quem nunca teve medo de faltar comida ou sentido.
No fim, o que fica pros filhos não é herança — é ambiente. Sem valores éticos, dinheiro vira arma. Luxo vira anestesia. Poder vira violência com diploma. Família, escola e trabalho doentes produzem adultos vazios que chamam isso de normalidade.
QUEM GANHA
- Igrejas que vendem salvação em parcelas
- Sistemas que preferem obediência a pensamento
- O ego, quando se fantasia de virtude
QUEM PERDE
- O coletivo, sempre deixado pra depois
- Crianças criadas sem ética, só com consumo
- Quem ousa pensar e não encontra resposta pronta
A vida não promete sentido, redenção nem final feliz. Mas ignorar o coletivo é a forma mais rápida de transformar a existência num esgoto — e fingir que o cheiro é espiritual.